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Enem: reta final exige preparar o corpo, além de revisar o conteúdo…

Para atravessar essas horas com disposição, os cuidados com o corpo precisam começar antes de chegar à sala de prova.

A poucos dias da primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 8 de novembro, a preparação também acontece fora das horas de estudo. O descanso ajuda a fixar o conteúdo revisado, enquanto a escolha do que vai no prato e os ajustes nos exercícios físicos podem evitar que o candidato chegue ao exame com desconforto ou cansaço.

No primeiro dia, serão cinco horas e meia para responder às questões de linguagens e ciências humanas e fazer a redação. No segundo domingo, o participante terá cinco horas para resolver as perguntas de ciências da natureza e matemática. Para atravessar essas horas com disposição, os cuidados com o corpo precisam começar antes de chegar à sala de prova.

Dormir não é tempo perdido
A neurologista Eline Barbosa, membro do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, explica que, durante o sono, o cérebro processa e organiza parte das informações aprendidas.

“A revisão de última hora pode até ajudar a recuperar informações no curto prazo, mas isso não substitui o aprendizado consolidado com estudo e descanso adequados.”

Imagem: Adobe Stock
Para quem costuma dormir e acordar tarde, a recomendação é evitar uma mudança brusca nessa reta final. Segundo Barbosa, o relógio biológico precisa de tempo para se adaptar. Tentar alterar o padrão de uma vez pode provocar sonolência em horários inadequados.

Alimentação sem mudanças bruscas
Irani Gomes dos Santos, coordenadora de graduação em nutrição na Faculdade Santa Marcelina, orienta manter fontes de carboidratos e proteínas nas refeições no período preparatório, sem deixar de consumir frutas e hortaliças. Dietas restritivas e suplementos sem orientação devem ficar de fora.

Na refeição anterior ao exame, a quantidade deve saciar a fome sem causar desconforto digestivo. No dia da prova, a nutricionista sugere comer de uma a duas horas antes, considerando a quantidade de comida e a tolerância individual. Ficar em jejum pode provocar fome ou fraqueza. Já refeições muito volumosas ou gordurosas devem ser evitadas para não gerarem mal-estar.

Quem já sabe que determinados alimentos causam azia ou alterações intestinais deve deixá-los fora do cardápio, afirma Ana Paula Leal, nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

“O nervosismo já pode alterar o apetite e o funcionamento intestinal. Se a pessoa ainda acrescenta um alimento que não sabe como vai tolerar, aumenta a possibilidade de desconforto justamente durante a prova.”

Exercício sem buscar recordes
Candidatos que treinam em academias não precisam abandonar a atividade física às vésperas do Enem. O profissional de educação física Matheus Vianna recomenda ajustar a carga à sensação de fadiga e evitar sessões exaustivas ou exercícios que causem dores nos dias seguintes.

Uma caminhada leve ou moderada é uma alternativa para quem está sedentário, pois pode ajudar a aliviar a tensão nessa reta final, sem exigir um esforço desgastante. “Minha orientação é escolher uma atividade que deixe o estudante se sentindo melhor depois, e não mais cansado.”

Na véspera, Vianna sugere uma caminhada tranquila de 10 a 20 minutos. Na manhã da prova, quem já tem esse hábito pode mantê-lo, desde que não reduza o tempo de sono nem atrapalhe a saída de casa. Exercitar-se nesse dia não é uma obrigação.

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